Colunistas: Scher Soares
O palpiteiro sem fundamento... e, pior, sem resultado!
Dia desses eu não tive como sair da empresa para almoçar e acabei pedindo para a nossa assistente de copa aqui da Triunfo comprar para mim umas frutas para que eu não ficasse sem comer nada.
Dia desses eu não tive como sair da empresa para almoçar e acabei pedindo para a nossa assistente de copa aqui da Triunfo comprar para mim umas frutas para que eu não ficasse sem comer nada. Lá pelas 15:00, passei da recepção para a copa com minha cesta de frutas "turbinada", pois estávamos em prévia de entrega de projeto e já tinha previsão de sair da empresa após as 22:00, pois isso, a cesta vinha com tudo; três maças, duas pêras, quatro bananas e algumas tangerinas.
Para meu espanto, ao passar pelo corredor um dos gerentes aqui da empresa (in memorian), me viu com a cesta de frutas e gratuitamente comentou com os outros colegas que não via sentido nisso, ficar sem almoçar para depois comer uma cesta imensa de frutas; certamente, afirmou ele, se eu queria emagrecer, não seria bem sucedido.
Bom, após alguns milésimos de segundo olhando perplexamente para o mesmo, perguntei a ele de onde ele tinha tirado a idéia de que eu queria emagrecer; depois, perguntei se ele sabia dos motivos que me fizeram não sair para almoçar; em seguida, perguntei se ele sabia até que horas eu ficaria trabalhando naquele dia e como golpe mortal, perguntei se ele já tinha olhado a protuberância que tinha no abdomem, também conhecido como barrigão.
Como educador e consultor, não podia perder aquela chance e portanto questionei se era hábito do mesmo tecer palpites em áreas aonde ele não tinha resultado, pois a despeito de querer emagrecer ou não, imaginava ele que o motivo para o apreço pelas frutas era a suposta intenção da perda de peso e neste sentido perguntei como ele se arriscava a decretar uma lei a respeito do que é certo e o que é errado em termos de perda de peso, se o mesmo tinha o tal barrigão.
Além disso, mostrei como o palpite dele tinha sido infeliz ao emitir opinião com base em achismos, crenças, suposições e falta de informação, pois o que ficou claro é que se tratava de fato de um palpite sem nenhum fundamento.
Bom, o tempo confirmou a lógica e ficou claro que esta anomalia de comportamento se tratava de um padrão que se repetiu a exaustão; tecer palpites em áreas aonde não tinha resultado, emitir respostas antes de ouvir as perguntas (cuidado com estes tipos), tomar decisões e atitudes com base em achismos e preconceitos, sem analisar os fatos e fundamentos.
e foi assim que o palpiteiro sempre foi:
julgando tudo e a todos e seguindo com a firme convicção
de que ele sempre estava certo e todo o resto do mundo,
ora, como eles não podem ver....estão todos errados.
Contatos através do e-mail: scher.soares@grupotriunfo.com
Site: www.scher.com.br
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