o frango 'o orgulho devora a si mesmo.' (william shakespeare) tenho habito de recomendar aos meus amigos que utilizem tempo ocioso desperdicado em filas espera para fazer algo produtivo como, por exemplo, ler uma revista ou um livro. analogamente, costumo utilizar minhas viagens aviao responder e-mails escrever artigos. e apenas pela necessidade notebook procuro, sempre possivel, assento situado no corredor janela. porem, tempos taxa ocupacao recorde as companhias aereas, voo curitiba brasilia me reservava experiencia muito interessante, decorrente poltrona central. minha esquerda, junto janela, senhor contando cerca 45 anos, trajes expressao simples, maos calejadas semblante denunciava anos trabalho bracal, espiava com curiosidade toda movimentacao interna da aeronave. os sinais indicavam mais vez testemunhava primeiro passageiro. direita, adjacente ao corredor, jovem nao 30 anos. cabelos pretos, curtos, terno igualmente preto bom corte, camisa alva colarinho engomado certo ar prepotencia estampado seu olhar. apos decolagem, aciono meu computador encolhendo-me, dentro do naquele local confinado, reduzido ainda pelo passageiro frente decide reclinar sua poltrona. procuro forma comedida apoiar cotovelos nos bracos poltrona, reservando area suficiente colegas ladeiam tambem possam apoiar-se. mas eis que, breves minutos, resolve colocar seus oculos escuros amplitude como se fora batendo asas. decorrer voo, sem qualquer discricao, ele deslocou braco modo apropriar daquele diminuto espaco. pior ainda, adiante, despertar sono real, abriu mesa apoio, colocando sobre mesma, aumentando envergadura suas instante, ocorreu-me argumentar, talvez ate discutir sujeito, brigando ambiente comum, propria liberdade. seria quase ato cidadania. ha batalhas sao dignas luta. nitidamente aquela era pessoa qual valeria pena buscar dialogo. conversa rapidez ganharia tom discussao, ensejando mal-estar prolongaria todo dia. foram menos duas horas voo. final, aquele esquerda questionou-me deveria sair aeronave conexao destino final faria reaver bagagem. era, fato, eu conduzi comissario terra pode assisti-lo gentileza. quanto ‘’frango‘’, ousei pedir-lhe e-mail contato enviar-lhe esta cronica. arrogancia atitudes fez optasse mante-lo anonimo, na expectativa dia possa, acidentalmente, vislumbrar-se este texto. pessoas assim: sentem-se donas mundo, apropriam-se espacos circunstancias, julgam-se superiores, tomadas ausencia senso civilidade sensibilidade. contatos atraves e-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br site: www.tomcoelho.com.br