0.1.1.0.14.12 bandeiras da intolerancia 'nao sou a favor nem do judeu, muculmano, porque acho que so existe uma raca: raca humana' (georges bourdoukan) abra o jornal, folheie revista, ligue teve. observe como poucas sao as noticias veiculadas podemos apreciar. os informativos, todos eles, tem materia-prima desgraca. ora guerras, conflitos politicos, mazelas economicas. fome, frio, fogo na mata adentro – quais nao deixam de ser outras formas guerra. tiroteio entre faccoes disputam hegemonia em regioes habitadas, porem desprovidas lei. droga grassa e viceja, invade escolas, bares lares, atingindo apenas adultos adolescentes, mas ate mesmo criancas. arma dispara acidentalmente, um garoto chacina sua propria familia ou grupo colegas escola. filhos matam pais, pais violentam filhas, filhas se prostituem. governos desdenham miseria lutam pelo poder fim absoluto vaidade ganancia. onde poderia imaginar prazer, encontramos negativismo. caderno esportes relata contusao atleta, exalta suspensao outro flagrado num exame antidoping, anuncia polvorosa demissao sumaria tecnico. no cultura, criticas ganham mais espaco elogios. sei vem este apego, quase encantamento humano para com menor, eleva. talvez seja especie indulgencia nossas proprias fraquezas. se, nos sentirmos melhor, fosse necessario outros mostrassem piores nos. parece gente busca melhorar, sim diminuir outros... vivemos tempos amargura, desamor, intolerancia. compomos teias, nossos circulos fechados relacionamentos amizades. carregamos diferentes. representando nacoes, pois luta transcende plano territorial supremacia. religioes sem perceber independentemente qual crenca fundamental fe pratica. afastam pessoas, enquanto espiritualidade aproxima. diferentes estadios futebol, quando poderiamos tao somente comemorar magia espetaculo, fazemos estandartes, armas ferem; provocacao animada prazerosa, concertos odes ira coletiva. pessoais, segregacionistas. negros, indios, homossexuais, cada colocando-se numa posicao inferior, chamando si proprios minorias, buscando atraves julgamento diferenciado tratamento equanime. querem igualdade, perseguem partir diferenca. muitas vezes acabam colhendo indiferenca. palavra diz muita coisa. ela remete incapacidade tolerar, seja, aceitar, permitir, escutar, respeitar, discordando. tanto ostentar bandeiras, negligenciamos nossa liberdade, colocando-a segundo plano, esquecendo prazer contemplar amar vida. mastros chao, ao cruzar lado rio, atravessar ponte linha marco imaginario, encontraremos alguem igual nos, mesmas duvidas, incertezas mesmos desejos respostas povoam mentes coracoes bandeiras. contatos e-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br site: www.tomcoelho.com.br